Analógico

Até pouco tempo atrás, no inicio dos anos 2000, ainda era comum você ver as pessoas usando câmeras analógicas, nas festinhas de aniversário, shows ou passeios. Com a popularização das câmeras digitais e principalmente, com o avanço tecnológico dos telefones celulares, onde as câmeras são tão boas quanto uma compacta, a fotografia analógica consequentemente ficou para trás.

De uns anos pra cá, a fotografia analógica tem sido retomada, mais por hobbie do que por necessidade de registrar os momentos. É como se as pessoas quisessem fazer os filtros do Instagram da forma como eram antigamente, com câmeras, filtros, filmes e gambiarras.

Não sou desses saudosistas que vivem falando que “no meu tempo era mais legal”, que “antigamente é que era bom” e tudo mais, gosto do que a tecnologia pode nos proporcionar, mas não sou daquele tipo todo high-tech. Sou o meio termo entre o saudosista e o novidadeiro.

O que acho bacana nesse revival da fotografia analógica é que muita gente tem acesso a informações, câmeras, acessórios que por conta da fotografia digital elas não teriam algum tempo atrás.

Apesar dessa molecada consumindo mais fotografia analógica temos alguns velhos problemas, como os preços das câmeras e filmes, dificuldade em achar laboratórios para revelação e impressão (e agora digitalização dos negativos) e com isso os preços desses serviços também ficam altos.

Lembro que por volta de 2010/2011 a loja da Lomography aqui em São Paulo era muito movimentada, existiam workshops sobre suas câmeras, filmes e processos de revelação. Mas como (quase) tudo  que acontece por aqui, a moda das Lomos deu uma “esfriada”, com isso o movimento na loja caiu e adivinha só o que aconteceu? Isso mesmo, a loja fechou todas as unidades aqui no Brasil, sua loja virtual não vende mais diretamente para o Brasil e sim encaminha para um site daqui.

Hoje eu uso a fotografia analógica como passatempo, confesso que tenho me divertido com isso e ao mesmo tempo ver pessoas ao meu redor sendo picadas pelo bichinho analógico. Espero que pra essas pessoas ao meu redor seja tão divertido quanto é pra mim.

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Lomo Fisheye, uma das câmeras analógicas que uso como passatempo

 

Abraços e até semana que vem.

Raphael Prado

Fotógrafo graduado pelo Senac, apaixonado por música, futebol e por novas formas de retratar o cotidiano.