Fotografia e as redes sociais

Faz uns cinco anos que vi essa imagem pela primeira vez e a mensagem que ela traz vai além da “briga” entre marcas e tipo de equipamento que a gente usa, e sim como mudou a relação das pessoas com a fotografia em tempos de redes sociais.

canon-nikon-iphone

Com a facilidade de aquisição de celulares com câmeras fotográficas e que ao mesmo tempo tem acesso a internet, as pessoas pararam de comprar câmeras, mesmo as digitais compactas. Então, não importa se você usa Canon, Nikon, Leica, Iphone ou Android, o que importa é que não usamos mais as fotos (mesmo as digitais) como usávamos há 10 anos.

Não precisamos voltar muito no tempo, é só lembrar que na primeira metade dos anos 2000 quando a foto digital se popularizou, as redes sociais que existiam limitavam seus usuários quantas fotos era permitido postar. No fotolog, se você não tivesse uma conta “gold” você só poderia postar apenas uma foto por dia, já no começo da popularização do Orkut só poderia fazer um álbum com 12 fotos. Com a chegada de outras redes como Instagram e principalmente o Facebook, que não tem limites de postagens, isso mudou.

Esses dois fatores que citei (facilidade de acesso a câmeras e redes sociais sem limites de postagem) criaram um outro fator que é igualmente forte, que é a necessidade/urgência de se fazer presente em tempo real e isso faz com que as pessoas, de certa forma, deixem de curtir o momento de um show, de um aniversário, de um casamento, de uma viagem ou qualquer outra coisa que ela possa se divertir apenas pelo click e postagem automáticos para que toda sua rede amigos veja o que ela está fazendo. Se você não está na rede, você não existe.

Fotografar é legal, mas escolher as fotos que serão postadas também é!

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Abraços e até semana que vem!

Raphael Prado

Fotógrafo graduado pelo Senac, apaixonado por música, futebol e por novas formas de retratar o cotidiano.