No táxi que me trouxe até aqui…

Em fevereiro de 2014 saí de férias e o destino foi Montevidéu, Colônia del Sacramento e Buenos Aires. Já tinha ido a Montevidéu em 2010 (que na época fui também a Punta del Este, Punta Ballena e Piriapolis) e como fiquei apaixonado pelas terras uruguaias resolvi voltar lá e seguir para Argentina de barco por Colônia.

Chegando em Buenos Aires fiz amizade com o pessoal do hotel (sempre fiquem amigos dos funcionários do hotel/hostel, isso ajuda muito na sua estadia no local, principalmente fora do país), que sempre me indicavam coisas legais pra fazer, restaurantes e onde comprar as coisas, e eles sempre pediam para eu mostrar as fotos que fiz dos lugares que passei.

No último dia da viagem, um domingo à tarde fui a La Bombonera ver um jogo do Boca Juniors. Como meu voo da volta pra São Paulo seria logo após o fim do jogo eu teria que voltar correndo para o Hotel (que já estava com o check-out pronto) pegar as malas e correr para o aeroporto.

Saí do estádio e andei umas 3 quadras até achar um táxi, aí fui batendo papo com o taxista todo empolgado contando do jogo. Ele parou o táxi na frente do hotel, paguei, agradeci e sai do táxi, ao entrar na recepção do hotel para pegar minhas malas e ir para o aeroporto o atendente do hotel veio todo simpático perguntar como tinha sido o jogo e pedindo para eu mostrar as fotos para ele.

Nesse momento deu aquela taquicardia, aquele desespero e vem a imagem da câmera esquecida no táxi!

 

IMG_1322 cópia
Obelisco (Buenos Aires)

 

Saí correndo do hotel e vi o táxi parado no semáforo, aliás corri como jamais fiz na vida (tanto por falta de preparo físico quanto pela idade), e com uma sorte que certamente não se repetirá consegui chegar ao táxi antes que o farol abrisse. Me identifiquei para o taxista e ele abriu a porta peguei a câmera de volta.

Voltei para o hotel tremendo de nervoso e cansaço por ter corrido como fiz, lá me deram até uma Coca-Cola para me acalmar. Fora todas as mais de 1000 fotos tiradas na viagem tinha também o valor financeiro da câmera que eu tinha comprado 4 meses antes de viajar.

Por isso amigos, em qualquer lugar do mundo que você usar táxi (agora tem outros meios de transporte que prestam serviços semelhantes), peguem sempre os dados do taxista eu não fiz isso e poderia ter perdido minha câmera para sempre. Apenas que dei muita sorte.

 

Raphael Prado

Fotógrafo graduado pelo Senac, apaixonado por música, futebol e por novas formas de retratar o cotidiano.