Um dos passeios que fiz durante os dias que passei na Bolivia foi conhecer o sítio arqueológico de Tiwanaku, que fica cerca de 80mk de La Paz.
 
Não vou usar esse espaço pra contar sobre contar a historia dos dois sítios e dos dois museus que fazem todo o complexo de Tiwanaku pois a ida a esses lugares é bem mais interessante do que eu ficar aqui contando as coisas que vi.
 
Vou contar um fato curioso que aconteceu comigo na espera da entrada do sitio junto com alguns outros turistas que faziam parte do grupo. Nesse grupo tinha um casal chileno, um outro casal argentino, dois amigos uruguaios, um americano e uma holandesa (não guardei o nome de ninguém pois sou muito cabeça de pinico).
 
Enquanto o guia pegava nossos ingressos para que a visita ao sitio fosse logo iniciada eu fiquei sentado num murinho que fica na entrada do museu e ao meu lado estavam o casal chileno (que preparava um lanche cheio de “palta”) e a turista holandesa. Até esse momento nada de novo, pois nesses passeios os turistas do mesmo grupo ficam próximos para aguardar as informações do guia.
 
O curioso é que enquanto tudo isso acontecia, parou um ônibus de excursão de escola e começou a descer umas crianças de no máximo uns nove anos de idade. Algumas dessas crianças quando viram nosso grupo ficaram meio que “rodeando” a gente, puxando papo, querendo meio que saber quem a gente era e essas coisas. Até que uma delas pediu pra tirar uma foto com a moça holandesa, como eu estava ali perto resolvi sair pra não atrapalhar a brincadeira das crianças, mas o mais curioso é que as crianças queria fotos com todos do grupo, então ficavam falando pra gente ficar e logo iam chegando mais crianças e quando a gente se deu conta tava cercado por boa parte dos integrantes do ônibus deles.
 
Legal ver a alegria daquelas crianças com uma coisa tão simples que foi fazer fotos com um grupo de turistas que nem sabiam ao certo o que estava acontecendo e mais legal ainda foi fazer parte disso tudo.

Raphael Prado

Fotógrafo graduado pelo Senac, apaixonado por música, futebol e por novas formas de retratar o cotidiano.